Quem sempre diz a verdade, acaba sendo pego em flagrante.
Mentira tem perna curta. Mesmo mentira feita para proteger. Não protege. Eu minto bastante para mim e posso falar de cátedra: mentira corrói, desgasta, deixa a gente cínico, cético com tudo.
Mentira corrói quem mente, que não dorme do mesmo jeito; a não ser esquizofrênico que não sabe que mentiu. Mentira deixa a vida mais perigosa, mais emocionante. É claro que há mentiras que você se diz para que a coisa fique tranqüila, para não enxergar o que não interessa. Mas acho que a maioria mente mesmo para sentir um friozinho, um medinho.
"Ai, se ele me descobre."
"Ai, se ela sabe…"
Há uma outra corrente, que diz que a mentira serve para evitar confrontos, evitar que as coisas se resolvam de vez. Talvez as coisas bem resolvidas não tenham graça, mas a gente nunca vai saber porque insiste em virar o rosto. E ainda há quem não queira aceitar a verdade e veja mentira em tudo. Quem fuja pelo outro lado: tudo poderia ser resolvido, mas o estado de tensão parece mais, sei lá, estimulante. Então a outra pessoa só pode estar mentindo.
O problema da mentira é que ela gera a necessidade de mais mentira, e de um grande esforço mental. Criatividade, memória, coerência. Grandes mentirosos são pessoas de se admirar. Cérebros desenvolvidos. Pensando assim, mentir é também questão de soberba, de orgulho.
Não consigo imaginar uma vida só de mentiras, assim como seria impossível dizer somente a verdade. Diógenes vai morrer e a lanterna não se apagará.
No final das contas, a mentira é uma forma de se proteger, de negar-se, de deixar para lá. Mentir é necessário para manter qualquer merdinha de vida que se tenha conquistado. Mentir, no final das contas, nos impede de crescer, de ir além — porque, passado um certo nível, você vive das suas mentiras, para as suas mentiras e por meio delas. E começa a viver a mentira.
Acho que já está na hora de parar.
Já são horas. Tem mais vida por aí.
Mentira tem perna curta. Mesmo mentira feita para proteger. Não protege. Eu minto bastante para mim e posso falar de cátedra: mentira corrói, desgasta, deixa a gente cínico, cético com tudo.
Mentira corrói quem mente, que não dorme do mesmo jeito; a não ser esquizofrênico que não sabe que mentiu. Mentira deixa a vida mais perigosa, mais emocionante. É claro que há mentiras que você se diz para que a coisa fique tranqüila, para não enxergar o que não interessa. Mas acho que a maioria mente mesmo para sentir um friozinho, um medinho.
"Ai, se ele me descobre."
"Ai, se ela sabe…"
Há uma outra corrente, que diz que a mentira serve para evitar confrontos, evitar que as coisas se resolvam de vez. Talvez as coisas bem resolvidas não tenham graça, mas a gente nunca vai saber porque insiste em virar o rosto. E ainda há quem não queira aceitar a verdade e veja mentira em tudo. Quem fuja pelo outro lado: tudo poderia ser resolvido, mas o estado de tensão parece mais, sei lá, estimulante. Então a outra pessoa só pode estar mentindo.
O problema da mentira é que ela gera a necessidade de mais mentira, e de um grande esforço mental. Criatividade, memória, coerência. Grandes mentirosos são pessoas de se admirar. Cérebros desenvolvidos. Pensando assim, mentir é também questão de soberba, de orgulho.
Não consigo imaginar uma vida só de mentiras, assim como seria impossível dizer somente a verdade. Diógenes vai morrer e a lanterna não se apagará.
No final das contas, a mentira é uma forma de se proteger, de negar-se, de deixar para lá. Mentir é necessário para manter qualquer merdinha de vida que se tenha conquistado. Mentir, no final das contas, nos impede de crescer, de ir além — porque, passado um certo nível, você vive das suas mentiras, para as suas mentiras e por meio delas. E começa a viver a mentira.
Acho que já está na hora de parar.
Já são horas. Tem mais vida por aí.

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