20021003

Um arquétipo: cavaleiro de ouros.

O que eu vejo:

Um cara perdido. Apresentam-se-lhe inúmeras possibilidades. Ele não pára, ele não pisca, mas está quase cegado por uma busca que começou (e já não sabe se não pára por teimosia ou idealismo).
Ele não acredita mais em idealismo.
Ele está ansioso, ou é ansioso. Acho que já não importa mais. Ele está lanhado — já passou por poucas e boas. Sua luta lhe dá um certo ar imponente, no qual ele já acredita.
Ele demora, ainda, mas chega.

O que eles dizem:

Um guerreiro, heróico, quase um mártir. Mesmo cegado, ele lutará até o fim, ainda que não haja esperança. Ele tem o pé no chão, ele representa o mundo material. A luta que ele trava é desigual. Ele provavelmente não vai vencer (e possivelmente saiba disso), mas não vai parar.
Apesar disso, ele tem capacidade de olhar as coisas de maneira mais realista.

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