Aí a gente faz assim: bota umas coisas na cabeça e rotula de "valores". Às vezes rotula de verdades. E para tudo há resposta, para tudo há convicção: eu sou assim. Eu gosto disso. Eu não gosto daquilo. Eu acredito. E embalsama recordações (já disse que isso é do Cortázar?). E sabe o que quer. E não se percebe morto.
E aí, próximo passo, convence o mundo de que "eu sou assim". E o mundo pode te classificar e registrar e dizer se gosta ou não de você. E você cria um círculo e se relaciona (atento para não se trair). E fica nessa, sem ver muito longe (mesmo quando você é do tipo que sempre experimenta coisas novas, criou seu modus operandi — e fica preso à ele).
E aí você se lamenta pelo jeito que é e pelos fatores que te fizeram assim. Mas mudar é tão difícil e, ademais, aí não seria mais eu…
E se você não tem esse tipo de problema, alguém já te classificou como esquizofrênico.
E aí, próximo passo, convence o mundo de que "eu sou assim". E o mundo pode te classificar e registrar e dizer se gosta ou não de você. E você cria um círculo e se relaciona (atento para não se trair). E fica nessa, sem ver muito longe (mesmo quando você é do tipo que sempre experimenta coisas novas, criou seu modus operandi — e fica preso à ele).
E aí você se lamenta pelo jeito que é e pelos fatores que te fizeram assim. Mas mudar é tão difícil e, ademais, aí não seria mais eu…
E se você não tem esse tipo de problema, alguém já te classificou como esquizofrênico.

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