Tic-taqueando
Sentado aqui, quieto, disfarçado e de luzes apagadas, esperando essa paixão morrer.
Em pé, aqui, tocando clarinete, sem partitura e sem saber se morre meu pai, ou se sai do hospital.
Deitado aqui, pensando se vou ou não vou. Ontem não deu, o trabalho, o trabalho.
Sua voz quase me apaziguou. Sua mensagem quase me fez desandar. Ieri.
Minha resposta quase me fez chorar. Hier.
You lick one apple a week to survive
And you still have to ask
If you're alive.
É, estou escondido aqui. Super-secreto. Eu cubro a cabeça com o futon porque eu ainda acho que assim ninguém me vê.
Ninguém me vê, anyway. Melhor assim. Andar por entre a gente sem fazer marola. Curtir o frio, que o frio é o que me salva. Hiver.
Ontem eu disse para você não ir embora, mas você não ouviu.
Tu es le sang et moi la veine
T'es le jamais de mon toujours
T'es mon amour, t'es mon amour
Às vezes é importante, sabe, por alguns minutos. Até eu me ligar e sair, ver pessoas, ver a vida. Às vezes doendinho, sabe? Por instantes de distração. Às vezes eu me deixo enganar, sabe, por pura diversão. Às vezes não.
Você tem sorte de eu ser curioso. Ou azar. Eu estou deixando aí para ver o que acontece quando morrer. Ou quando virar. Ou quando me matar.
E o texto fica ruim, ruim, de não valer a pena editar, reler sequer. Sequer de contar ou mandar com flores para a casa dos seus pais. Eu leio em algumas semanas e, quem sabe, apago.
Sentado aqui, agora, eu fujo, ou finjo. Porque é assim, hoje: espera de todos os lados, e para qualquer lado é espera. E é tudo que eu não quero: inconclusiva. E tudo o que eu não tenho é paciência e dinheiro. Com o resto todo eu sou pródigo.
O que você queria mesmo?
Em pé, aqui, tocando clarinete, sem partitura e sem saber se morre meu pai, ou se sai do hospital.
Deitado aqui, pensando se vou ou não vou. Ontem não deu, o trabalho, o trabalho.
Sua voz quase me apaziguou. Sua mensagem quase me fez desandar. Ieri.
Minha resposta quase me fez chorar. Hier.
You lick one apple a week to survive
And you still have to ask
If you're alive.
É, estou escondido aqui. Super-secreto. Eu cubro a cabeça com o futon porque eu ainda acho que assim ninguém me vê.
Ninguém me vê, anyway. Melhor assim. Andar por entre a gente sem fazer marola. Curtir o frio, que o frio é o que me salva. Hiver.
Ontem eu disse para você não ir embora, mas você não ouviu.
Tu es le sang et moi la veine
T'es le jamais de mon toujours
T'es mon amour, t'es mon amour
Às vezes é importante, sabe, por alguns minutos. Até eu me ligar e sair, ver pessoas, ver a vida. Às vezes doendinho, sabe? Por instantes de distração. Às vezes eu me deixo enganar, sabe, por pura diversão. Às vezes não.
Você tem sorte de eu ser curioso. Ou azar. Eu estou deixando aí para ver o que acontece quando morrer. Ou quando virar. Ou quando me matar.
E o texto fica ruim, ruim, de não valer a pena editar, reler sequer. Sequer de contar ou mandar com flores para a casa dos seus pais. Eu leio em algumas semanas e, quem sabe, apago.
Sentado aqui, agora, eu fujo, ou finjo. Porque é assim, hoje: espera de todos os lados, e para qualquer lado é espera. E é tudo que eu não quero: inconclusiva. E tudo o que eu não tenho é paciência e dinheiro. Com o resto todo eu sou pródigo.
O que você queria mesmo?

0 Comments:
Post a Comment
Links to this post:
Create a Link
<< Home