Pouco
Você sabe que quando dói assim eu fico insuportável.
Você me conhece, e já não é de hoje.
Ando irônico, galhofeiro. Praticamente um pândego.
Tudo defesa de moleque besta.
E o que eu faço nas noites em que recuso todos os convites para sair? Eu fico quieto no meu canto. Eu me desespero. Eu minto para mim mesmo.
É.
Decepcionada?
Pode ficar.
Eu não sei lidar com a impotência. Meus problemas não são meus para resolver, e por isso mesmo são problemas. E, ao final do dia, são meus. E eu não sei esperar impotente.
E não sei mais deixar para lá.
Pouco me importa.
Pouco me importa o que? Não sei: pouco me importa.
(Alberto Caeiro)
Você me conhece, e já não é de hoje.
Ando irônico, galhofeiro. Praticamente um pândego.
Tudo defesa de moleque besta.
E o que eu faço nas noites em que recuso todos os convites para sair? Eu fico quieto no meu canto. Eu me desespero. Eu minto para mim mesmo.
É.
Decepcionada?
Pode ficar.
Eu não sei lidar com a impotência. Meus problemas não são meus para resolver, e por isso mesmo são problemas. E, ao final do dia, são meus. E eu não sei esperar impotente.
E não sei mais deixar para lá.
Pouco me importa.
Pouco me importa o que? Não sei: pouco me importa.
(Alberto Caeiro)

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