20060925

Auto-análise

Auto-análise
Por que, Lua, ligas assim, no meio da parte divertida, atentando-me os sentidos, quase lamurienta?
Por que, bracinívea, queres-me assim, hirto?
Por que, algoz, horas depois, resolves responder minha mensagem, e falas-me da vida, com meias-palavras, com meios-tons, com reticências até onde não cabem?
Por que, súcuba, me afastas da bem-aventurança da solitude indesejada tanto quanto aguardada?
Porque eu sou sem-vergonha?
OK. Justo.

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