20060924

Persistência

Persistência
Eu já lancei, por aqui mesmo, que amor é koan.
Não adianta querer achar-lhe o significado, não adianta analisar. Não adianta assumir, a priori, a absurdez do amor, pois isso é emprestar-lhe, fundamentalmente, um significado.
Dizia-me amicíssima em si bemol, crinipulcra, entre cigarros e café: Cangaro Giallo, se amor tivesse lógica, seríamos casados.
Não. O princípio regulador do amor é o mesmo do koan. Sentido, não-sentido, ausência de sentido, ausência de não-sentido. Quase um quadrado semiótico, quereria amicíssima de bolinhas e risquinhos (e protestos).
Há que se ruminar o amor até que os dentes caiam? Sentir, em lugar de procurar sentido — que é chavão, mas se traveste de bom conselho?
Fazer hai-cais. Deixar a instância "amor" encontrar uma forma que se lhe ajuste e não mais que isso (contrariamente a preencher-lhe ou moldar-lhe). E nunca pensar o amor ou tentar, como o faço, descrevê-lo.
Very well then, I contradict myself.
Ainda acho que a saída honrosa é aprender a boiar. Mesmo porque, amor não se aprende, não se sabe e não se quer. Encontrando o Buddha, mate o Buddha.

0 Comments:

Post a Comment

Links to this post:

Create a Link

<< Home