Decepções

Eu queria saber por que você faz essas coisas com você. O que ganha se rebaixando desse jeito? Tá, eu sei que não foi nada, que, inclusive, já não é nada nem nunca foi nada. Mas você me acordou na madrugada de domingo!
E agora essa outra, que era só brincadeira e não sei mais o quê. Mas não era, né? Porque a fé era minha e eu que me iluda o quanto quiser: você não é a projeção da mulher que só existe na minha cabeça. Cabeça dura. Não é maravilhoso quando a gente se pega idealizando amigos, igual as pessoas fazem com namorados e consortes de todo tipo?
E a terceira, que é para eu me recolher à minha ignorância sobre meandros e leitmotivs e métodos enviesados de corações e glândulas pineais.
Mas eu não tenho o direito de me decepcionar com ninguém que não eu mesmo, certo? Esse tanto eu já aprendi.
Mas e o que dizer da moça que não merece o que está passando? E passando está.
E a gente faz o que pode, um pouco menos, nessa divisão entre o que pode e o que quer e o que poderia, mas não faz. E por que não faz? Sei lá. Vai que amanhã se faz?
No fundo, no fundo, eu jogo a toalha e faço. E se não for o certo, se for mal-interpretado ou se for ignorado, eu tentei. Tentei ajudar. Tentei consertar, ou facilitar. Tentei aliviar.
Tentei contar aquela piada, mas eu disse que não sabia contar piadas.
Tea with me, diria o FG — I book your face.
Pode contar, ó. Estou na área, Mesclada (Gallega, Surtada...)
Estou na área, moça. Moças.
No strings attached.
No questions asked.

0 Comments:
Post a Comment
Links to this post:
Create a Link
<< Home