Parole

Que deveria, em verdade, ser uma continuação da série "a arte de permanecer calado".
Imagine o cavaleiro de paus, invertido. Alguém em situação delicada, que arriscou muito e que se encontra em situação de perigo. Ou, sob outra óptica, alguém que perdeu o idealismo.
E isto me deixa puto.
Vai ser um longo, longo fim de ano, senhores, essa briga surda com o bífido. Mas tem algumas coisas das quais não abro mão. Minha integridade. Minha liberdade.
E eu já abri mão de tanta coisa…
Desejem-me sorte, crianças, porque eu vou mesmo precisar de alguma. Afinal de contas, meu timing não tem ajudado. E eu tenho essa incapacidade de "lavar as mãos", pilateamente falando.
E devo lembrar-me, toda manhã, de deixar em casa o resquício de ingenuidade. Que ela já não cabe onde ando.
Ah, sim, eu tenho MUITO a perder. E, no final das contas, nada tenho a perder. Fundamentalmente íntegro, eu bem quero. Fundamentalmente imaculado, se conseguir. Não acho que há muito mais a fazer: encostar a cabeça no travesseiro e dormir. Olhar-me no espelho.
Ser.
Vou-me indo, caríssima. Vou-me indo.

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