Probabilidades (e tão só)

Se você não é basto o suficiente, não prossiga. Volte-se sobre seus calcanhares, dê de ombros e me despreze a partir de hoje — as coisas só ficam piores adiante.
A concisão se evadiu há tempos, junto do comedimento e da percepção espaço-temporal newtoniana. Agora, caríssimos, é um pega-para-capar-anti-partículas de dar gosto.
Senão, vejamos, sob uma perspectiva heisenberguiana de aplicação limitada de qualquer pensamento malformado que possa ver a luz de tubo de raios catódicos (ou plasma, vai saber), a que ponto chegamos.
Eu não digo coisa que preste há dias. E há quem diga que são semanas. E há ainda o uso do "há" de maneiras várias, mas sempre a mesma. E há os sorvetes de meio-de-tarde, jogando com minha pequena experiência de amor schröedingueriano. Koan empírico.
Eu não faço nada digno de nota. Eu não tenho nota, notação ou notícia para lhe dar, ávida amiga. Eu tenho intenções — e elas nem sempre são as melhores possíveis.
Deverias, destarte, sumir da minha vista com tuas perfeições euclidianas, que já não me bastam, expandido e exangüe, para o pequeno-almoço. Sou o monstro devorador de incautas súcubas, de Lucrécias de botequim.
Passo ao largo de Tiro e de Nicósia, dobro à esquerda em Albuquerque (como nos ensinou, memória coletiva, o coelho), sigo em busca da chaminha que se queria Alexandria, sabendo ser bruxuleante ilusão criada em cativeiro.
Entrevero. Suicido. Recalcitro. Iminento e chafurdo. Só para te impressionar. Ou causar asco. O que vier primeiro.
Dou boas-noites e me recolho ao convés de sotavento, que a quarta segue o curso hebdomadário irrefreável, as garrafas se acumulam e minha terapeuta diz que eu deveria mesmo era tocar um tango.

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