20061222

Palavrório

Palavrório
Voltamos a termos com conversas esdrúxulas só porque gostamos de usar palavras esdrúxulas como, bem, esdrúxula?
Esdrúxula, esdrúxula, esdrúxula.
Ou será que é bem porque as ruas dessa quenga dessa cidade têm metáforas por calçamento, aquela coisa assim, à guisa de paralelepípedo, que chacoalha as pessoas nos coches?
O célebro chacoalha no crânho do cerumano.
Todo mundo!
Ou eu fui aceito no círculo super secreto dos já falecidos? Ressurectos e meio débeis das idéias? Uia!
Agora o que me falta? Um barrete? Um fez? Uma caixinha com mirra? Um insulto?
Há quem se incomode com pouco, há quem se incomode. Eu flano, desde então. Eu perdi o respeito. Eu ganhei os amigos que achava perdidos. E um monte de desafetos. E vão fazer o quê? Me matar?
Que seja.
Mas matem-me no Estácio, já disse — e não é exagero repetir.

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