20070126

Coyote

Coyote
Pode deixar na mão. Eu só pareço frágil. No fundo, steady as a drum.
Cola no pião, se tem as manhas. Porque você tem de saber seu CEP, ou seu RAP. De um jeito ou de outro, sem saber de onde você vem, não tem respeito na quebrada.
Mas vem com a bola baixa que se perder a linha, sobra no rolê. Chegou na minha área, baixou o farol, não tem erro. Mão branca não cola. Se você segura sem dar güela, vai ficar de boa, daquele jeito.
E, liga só, eu não durmo na quadrada. É tudo aqui no plá. É, nem desacredita que eu não dô ponto, Jão.
Vida loka é mato, e eu não preciso de pango e pano de elite, vê se me erra.
Meu tempo eu fiz, Joe. Agora é tua vez, sem crescer os olhos, sem reclamar pra ninguém. Porque você sabe que está sozinho no rolê, sempre esteve. Quente é mil grau, e você tem o seu pra cuidar, e tem que provar duas vezes.
E você morreu uma vez. Eu morri três. Three is a charm, e foi quando eu parei de vez.
Firma.
(no, no hay aduana)

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