H.

Ela chegou botando banca. Tinha dezoito anos, na época. Falava mais que a boca e as coisas que falava… Meu relacionamento na época estava indo de mal a pior e eu meio que estava começando a me interessar pela amiga de H.
Acabei desmanchando o namoro porque, afinal, se eu olhava para a outra mocinha, a coisa não andava mesmo bem. E eu achei que ia acabar resolvento o papo com a N. (a amiga). Tolinho.
Assim que ficou sabendo, H. apertou o cerco e não me deixou muita opção. Acabamos na praia por uma semana. Perdi minha virgindade (até então eu só tinha feito e recebido sexo oral; e sexo oral, depois do episódio Lewinsky, bem… Não conta.), perdi o resto de vergonha na cara e perdi o resto do trauma do pau-nipônico. Eu era mestiço mesmo. De italiano, mesmo.
Ao nos despedirmos, no metrô, depois de cinco dias de barba, cabelo e bigode, eu contei à H. que era virgem. Foi quando o acordo prévio, de que aquela viagem não significaria nada caiu. E eu realmente estava era a fim da amiga dela. Mas queria namorar. E o caldo desandou.
Ainda nos falamos umas duas vezes. Não sou pai de nenhum dos dois filhos dela, apesar do susto que ela tentou me pregar, e a amiga hoje mora na minha rua.
H. foi minha professora. Literalmente. Metade do meu prowess é culpa dela. Mulher que gosta e entende do riscado, uma bénção. Grazie, H.

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