20070429

They say it's May

Spring?
É só que parece que eu errei de novo.
Tipo, exatamente como das últimas vinte e três vezes. Ou vinte e oito.
Por motivos diversos, bien sûr.
Mas erro.
Eu vou começar a anotar, sei lá, isso deve ao menos ter algum valor científico.
Nah, sequer isso.
E não vejo a Lagarta há um tempo, para mostrar a ela que eu sou ainda mais "azarado", e fazer o dia dela um tiquinho melhor.
E não vejo a Crinipulcra há um tempo, e não posso fazer campeonato de mostrar as escoriações do verão.
E não vejo a Mesclada porque a gente vai ter um tempo de resguardo e não posso ouvir o lado dela sobre minha total incompetência ao lidar comigo mesmo.
E não vejo Peyote porque a gente vive se errando, sem querer e sem combinar. É sempre difícil e sempre maravilhoso. Mas raro. E não posso ser mimado.
E não vejo minha Quenga faz umas semaninhas e não posso lavar a alma com suas gargalhadas que tão bem me fazem.
E não vejo Gallega. E não vejo a Bioluminescente. E não vejo a Bocão. E não vejo a Chata. E não vejo mais ninguém porque acho que tenho alguma doença contagiosa.
Sobra a Tia, mas a Tia não conta. A Tia é como ir ao dicionário. Ou à Barsa.
Aí eu toco. Sopro essa nóia toda nas palhetas de Lillah e Claire (sax e clarinete, que sou da escola antiga que diz que você tem de dar nome de mulher aos seus instrumentos. E tem de tratá-los do mesmo jeito: firme e docemente. E com a maior intimidade).
Engraçado como as coisas mudaram e passei a ser chamado de canalha e cafetão. Sem ter mudado de atitude. Será que mudaram a forma de me ver? Será que foi o bigode? Será que foi a falta de vergonha aplicada?
Será o aquecimento global?
Sei lá. Sei que está parecendo que eu vou acabar sendo escolhido. Aquele papo de estar distraído. Da trombada no metrô. Do engano na fila do McDonald's. Da troca de malas no aeroporto.
Ou do par de olhos mais bonitos do mundo surgidos do nada numa ilha tombada pelo Ibama no litoral norte de São Paulo, enquanto você esperava os últimos cinco minutos para sua escuna voltar ao continente e não ter tempo sequer de perguntar o nome da dona dos olhos; ou de onde ela havia roubado aqueles olhos; ou se ela tinha programa para hoje à noite; ou se a mãe dela tinha tido a brilhante idéia de lhe dar um nome para eu não ter de chamá-la de "Psiu", "Dona Coisa" ou "Olhos Mais Bonitos do Mundo". Mas só houve mesmo tempo para uma secada como há muito eu não trocava (devorei e me senti devorado) e ela sumiu para dentro do pedaço da construção vetado ao público.
Fiquei com o sorriso largo e o par de olhos que provavelmente nunca mais verei.
Hm. Acho que tomei sol demais na cabeça.
Pelo menos a LC-A não me deixou na mão. Em breve algumas fotos boazinhas.

0 Comments:

Post a Comment

Links to this post:

Create a Link

<< Home