20070527

Darjeeling

Darjeeling
Cansado.
Prostrado.
Morto.
Gasto.
Sorve darjeeling, o chá-moscatel, o rei dos chás pretos, salve-salve, hula-hula.
E quer um pouco de paz em finais de semana, de dia, de trabalhos de bom-mocismo e sem-vergonhice.
O chá traz só um pouquinho do tudo que espera e acha que faz por conseguir dia-hora-minuto-pedacículo de tempo mal colocado.
Mal urdido.
Exaustão de quase-mundos.
E, se não se cuida, acabam-lhe os hífens e o jeito fácil de neologisar.
Mas recusa-se a colocar açúcar no chá, porque o chá há de se saborear assim: puro. Quente. Intenso. Inteiro.
Faz peregrinação de ouvir queixumes e piadas e deixa o mundo um "cado" mais sorrisos e obrigados e não suma e não-me-leve-a-mal.
Não levo.
Sou folha.
Já desboto. Seco. Viro chá.

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