Maiúsculas, itálicos

Ofendeu.
Você sabe, ou soube, mas teve de perguntar. Para que você tivesse certeza, ou eu tivesse certeza. Agora já não importa muito.
Ofendeu, portanto. Humilhou. Omilhou. Espantou e conseguiu o que queria. Mesmo sem saber ao certo o que era que queria.
Eu não deveria me importar, né? That's the friggin' bottomline. Eu fico criando desculpas para os outros, agora que as minhas não mais existem.
Culpa alheia.
Wrongdoer, eu tive de explicar, não faço erradamente as coisas: eu faço as coisas erradas.
Tipo pegar um táxi sei-lá-que-horas e ir ver você numa roubada monstra só porque era você. E ouvir o que ouvi. E não revidar. Ou voltar ainda mais tarde da roubada-cum-demeritum, a pé. Assoviando "Linus & Lucy".
Tudo isso para despistar a auto-comiseração. E para ler, em placas de trânsito, que ninguém me pediu nada, e fiz tudo o que fiz porque quis. E para procurar em cartazinhos de postes respostas que nem mesmo Mãe Zuleica pode me dar. Nem mesmo Mayara Gaúcha Boca De Ouro e suas Maiúsculas Abundantes.
Atitudes auto-destrutivas parecem uma saída a essas horas e ruas. Ao menos me renderiam status de rock star.
Ou algo que o valha.
E deixa a reclamação para o texto, que vai que ele fica ruim o suficiente para alguém querer editar livro de vender para adolescente fã de Hornby e fazer vernissage no Cine Cairo com aquele povinho da Folha. Ou, pode ser, me chamam para escrever roteiro de curta. "Mas tem de ter uma cena na Chopperia Liberdade."
Nah.
Vão vocês, mas não me esperem.
E não me esperem para jantar.
Se tudo der certo, vocês não me vêem mais.
Se der tudo errado, procurem meu nome nas páginas policiais.
E podem negar ter me conhecido. Afinal, ninguém sabe mesmo meu prenome.

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