20070710

Estranhos

Estranhos
Um sotaque perambulava pelas ruas de São Paulo. Um sotaque perdido nas ruas da cidade suja. Um sotaque, uma voz incomum, uma moça deveras diferente.
O sotaque era mais uma das lentes de fazer ver o mundo diferente, embora ela ainda não soubesse. Ou já soubesse. Ou isso não importasse.
Porque o coração era também diferente e via mundos diferentes, apesar de se saber diferente.
Ao encontrarem — o sotaque e o coração diferentes —, ao encontrarem uma pele diferente, seguida de tão diferente coração, sabiam que não poderia dar certo.
A não ser de um jeito diferente…

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