20070802

Espaço-tempo

espaçotempo
Eu bem que gosto quando a coisa tem emoção, admito este tanto. Mas, em algum momento, a gente tem de relaxar e curtir, não te parece? O jogo é emocionante, mas a falta de conclusão, por intermediária que seja, alguma coisa que dizer "foi bom" ou "não foi", é desgastante, se perdura. Algum instante antes que o desgaste acabe com a possibilidade de dar certo, o que quer que isso signifique. Gente também entra em combustão, ou espana, ou fica banguela e não gira mais — tudo depende do tipo de fricção.
Eu não reclamo de tanta coisa acontecendo e da intensidade e nunca fui do tipo que guarda para amanhã. Eu me sacio. Porque amanhã a gente vê. Mas tenho a impresão que desse jeito a coisa acaba antes de se saber o aconteceu.
Mas minto, você sabe. Porque quero mais. E fico te provocando mais. E não me importo onde vai parar, ou se vai parar, ou se vai sobrar, ou se vamos ter de inventar. Inventar é divertido, "ser outro constantemente", querer você de outro jeito e sempre de um ou outro jeito, diferente, mas sempre você.
Então não pare agora. Não espere, não adie, não tenha pudores agora. Nem pressa. Não agora. Minhas medidas já não valem nesse universo alternativo em que talvez acontecesse de ficarmos juntos. Afinal, aqui não se aplicam as leis da física ou quaisquer outras leis que a gente resolva chatas. Muito rápido? Muito demorado? Relatividade?
Parar o tempo? Aqui, agora, a gente pode.

0 Comments:

Post a Comment

Links to this post:

Create a Link

<< Home