
É, eu aluguei o espaço e não pretendo sair daqui enquanto não conseguir o que quero. Mas fica tranqüilo que eu nem quero tanto assim.
Sua vida. Sua alma. Seu sossego. Sua sanidade.
Ah, eu sou assim, semeio a confusão, desoriento. É mais fácil, a presa fica mais lenta, com reações mais demoradas. Quando eu faço a coisa direitinho, as reações são mesmo previsíveis. Tá, admito que homens são previsíveis quase sempre, dada sua simplicidade. Mas eu estou dizendo previsível como novela da Globo. Pois é. Simplório.
Não, eu não acho que você tenha opção. Se eu fosse sua amiga eu te diria para relaxar e aproveitar. Quem sabe você não aprende alguma coisa. Eu sei que ninguém aprende nada com amor, mas não custa dizer.
Mas eu não sou sua amiga. Nem acho que possa ser um dia.
Então eu não vou dizer nada.
Eu vou arrancar seu coração. Sabe, essas crueldades de quem
pode. Não é maldade. Nem é nada pessoal. É, sei lá, acho, não sei… Eu poderia dizer que é minha natureza e bla bla. Mas eu não sei por que faço essas coisas. Acho que eu sou doente.
Mas, enfim, eu até te avisei antes.
Você entrou nessa porque quis.
Então fica aí quietinho enquanto
I do my stuff. Você pode continuar o que estava fazendo, não me importa.
Quando eu acabar com você, eu aviso. Afinal, avisar é uma das melhores partes. Em geral, é quando vocês choram. Porque dificilmente vocês percebem antes que eu conte.
Melhor comprar lenços de papel.
E um coração reserva.
Agora chega de ser boazinha.